Tudo começou com o físico alemão Roentgen e foi mais desenvolvido com a descoberta de Antonie Becquerel que, ao colocar um minério de urânio sobre uma chapa fotográfica envolvida por um papel preto, produzia a impressão semelhante à que produziria se fosse fotografado em presença de luz. Percebeu que essa impressão era consequência de alguma radiação emitida pelo minério. Logo, foram abertas as portas para mais uma nova pesquisa. O casal Curie gostou da descoberta e foi pesquisar mais. À procura de uma resposta para o fenômeno, os dois apaixonados conseguiram medir essas radiações, falaram que outros compostos apresentavam essa propriedade, como os sais de tório. Prosseguiram com a pesquisa e descobriram um minério pechblenda, o qual era mais radioativo que o urânio e desse minério, acharam um novo elemento químico, batizado de polônio. Com esses fato históricos, nasceu o estudo da RADIOATIVIDADE.
Hoje sabemos que radioatividade é um fenômeno oriundo de núcleos instáveis, que emitem na busca de estabilidade, ou seja, esses átomos emitem radiações espontaneamente transformando-se em átomos de um outro elemento. Um conceito para esse fenômeno: “Radioatividade é a capacidade que
certos átomos possuem de emitir radiações eletromagnéticas e partículas de seus
núcleos instáveis com o objetivo de adquirir estabilidade nuclear”
Quando passamos a radiação por um campo elétrico, podemos observar que existem três tipos de radiação:
- Radiações α (alfa)
É constituída por 2 prótons e 2 nêutrons. Possui carga igual a +2 e número de massa igual a +4. Sua velocidade é aproximadamente igual a 20000 km/s e tem poder de penetração pequeno.
- Radiações β (beta)
Possui carga -1 (negativa). É um elétron emitido pelo núcleo dos átomos. Sua velocidade é aproximadamente igual a 270000 km/s e tem médio poder de penetração.
- Radiações γ (gama)
Não possui carga elétrica. São ondas eletromagnéticas curtas, logo, transportam muita energia. Sua velocidade é igual à da luz e seu poder de penetração é alto.
OBS.: Quando um elemento emite partículas alfa ou beta o seu núcleo se transforma em outro elemento, obedecendo as LEIS DA RADIAÇÃO.
1ª Lei de Soddy
"Quando um núcleo emite uma partícula alfa (α) , seu número atômico diminui de duas unidades e seu número de massa diminui de quatro unidades.
2ª Lei Soddy-Fajans-Russel
"Quando um núcleo emite uma partícula beta (β) , seu número atômico aumenta de uma unidade e seu número de massa permanece constante.''
Meia-vida
É um processo onde o poder radioativo e a massa de um elemento ficam pela metade. Esse período denominado de meia vida se nota quando o número de átomos presente em uma amostra é reduzido pela metade. Após o primeiro período de meia-vida, somente a metade dos átomos radioativos originais permanecem radioativos. No segundo período, somente 1/4, e assim se prossegue. Ou seja, se tivermos 100kg de um material, cuja meia-vida é cem anos;depois desses anos, teremos 50kg desse material. Mais cem anos e vamos obter 25kg e assim sucessivamente.
Transmutação
Transformação de elementos em elementos diferentes. Temos dois tipos:
- Natural: que ocorre de forma espontânea.
- Artificial: que ocorre com bombardeamento com partículas alfa.
Fissão nuclear
Fenômeno o qual ocorre em um núcleo atômico pesado e instável uma quebra ocasionada por um bombardeamento de nêutrons. Dessa quebra, origina-se dois núcleos médios, descarta (ou libera) dois ou três nêutrons e gera uma grande quantidade de energia. Pode ser aplicada nas bombas atômicas e em reatores nucleares.
Fusão nuclear
Oposto à fissão, esse fenômeno tem a função de unir dois ou mais núcleos leves com o objetivo de criar um único núcleo e liberar grande quantidade de energia. Sua aplicação é comum nas bombas de hidrogênio.
CURIOSIDADE
Um artigo diz que a castanha-do-pará é o alimento natural mais radioativo do mundo, concentrando, num cálculo estimado, 1000 vezes mais radiação que o segundo colocado.
A castanheira (Bertholletia excelsa) possui uma extensa e complexa rede de raízes que coleta uma grande quantidade de rádio do solo, armazenando essa radiação na parte carnosa da castanha. De acordo com as pesquisas, a extensão das raízes seria o fator responsável pela quantidade incomum de radiação e não a alta concentração do elemento rádio no solo.
Apesar da radioatividade encontrada na castanha-do-pará ser a maior entre todos os alimentos, não existe nenhuma recomendação especial ou restrição ao seu consumo, sendo até muito recomendada por seu alto valor nutricional.Mesmo estando no topo da lista, a castanha-do-pará não acumula ou irradia mais do que os níveis aos quais estamos expostos no nosso dia-a-dia.
A castanheira (Bertholletia excelsa) possui uma extensa e complexa rede de raízes que coleta uma grande quantidade de rádio do solo, armazenando essa radiação na parte carnosa da castanha. De acordo com as pesquisas, a extensão das raízes seria o fator responsável pela quantidade incomum de radiação e não a alta concentração do elemento rádio no solo.
Apesar da radioatividade encontrada na castanha-do-pará ser a maior entre todos os alimentos, não existe nenhuma recomendação especial ou restrição ao seu consumo, sendo até muito recomendada por seu alto valor nutricional.Mesmo estando no topo da lista, a castanha-do-pará não acumula ou irradia mais do que os níveis aos quais estamos expostos no nosso dia-a-dia.
NOTÍCIA
Cientistas japoneses estão tentando conter o avanço da radiação em Fukushima, palco do desastre nuclear após terremoto em março de 2011, utilizando milhares de girassóis As sementes foram plantadas no templo budista Joenji. A ação foi coordenada pelo grupo "Make a Wish Upon a Flower" ("faça um pedido para flores", em tradução livre), liderado pelo monge Koyu Abu.
A mesma tática já foi utilizada em 1986, quando um acidente nuclear grave ocorreu em Chernobyl e as flores foram plantadas em regiões próximas à usina local para extrair o césio radioativo presente em lagoas vizinhas. Agora, os pesquisadores japoneses querem fazem testes para ver se o método é mesmo eficiente.ARTIGO
A radiação eletromagnética vinda de telefones celulares pode causar um tipo de câncer no cérebro. A agência, no entanto, ressaltou que, até agora, não foram registrados casos de problemas de saúde ligados ao uso do aparelho.
O anúncio foi feito a partir da revisão de estudos médicos sobre o tema, que colocaram a radiação dos telefones móveis no mesmo nível de perigo que a emissão de gases vinda de automóveis, o chumbo e o clorofórmio, o “grupo 2-B”, “possivelmente carcinogênico para humanos”.
Em resumo: embora não haja até agora nenhum caso de câncer ligado ao uso de celulares, isso pode ocorrer no futuro, de acordo com a organização. Segundo estimativas da agência, há mais de 5 bilhões de aparelhos celulares em operação no mundo.











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