segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O correto politicamente incorreto

O que você irá ler agora, é um comentário deste podcast.

O que é correto hoje pode ser o que era incorreto no passado? Isso acontece muito, e vice e versa. Luciano Pires dá o exemplo dos comediantes Os Trapalhões, os quais tinham um seguimento de humor que não é aceitável hoje, ou melhor dizendo, o que não tem graça. ''O extremo do politicamente correto é a censura, o patrulhamento, a hipocrisia, a imposição de um jeito de ver o mundo, a tentativa de reescrever o passado onde tomar decisões no presente com base no futuro perfeito que nunca chega. O extremo do politicamente incorreto é a falta de educação, o patrulhamento, o desrespeito aos direitos básicos de outras pessoas, a falta de responsabilidade. Os dois extremos são errados'' diz Luciano Pires, o qual conclui que no humor tudo o que é incorreto acaba se tornando politicamente correto, pois tudo depende do ponto de vista. Ele lembra aquela velha história que o direito de um termina quando começa o do outro, ou seja, se você fala algo que ofende alguém está na hora de parar de falar. Mas quem é o juiz para te tirar o direito de falar? Quem define seus limites? Realmente é uma questão complicada. Mais um exemplo de como as coisas mudam de acordo com a sociedade, a cultura: o que no Brasil pode ser considerado um elogio, nos Estados Unidos pode ser uma ofensa, ou seja, tudo depende do seu ponto de vista e do seu referencial. O problema do politicamente correto ou incorreto está nos extremos, pois tudo o que é exagerado faz mal.



Essa música da banda Resgate, com a letra em inglês e com sentido português, mostra com seu humor livre o que eles defendem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário